FBI e DHS monitoram ativismo anti-IA como 'extremismo violento anti-tecnologia'
Relatório exclusivo da Wired revela que agências de segurança dos EUA, incluindo FBI e Departamento de Segurança Interna (DHS), passaram a classificar atividades como monitoramento de data centers de IA como 'atividades suspeitas' vinculadas a um novo tipo de extremismo. Documentos internos indicam que fotografar instalações de IA pode ser considerado indício de 'atores adversários'.
Contexto e definição do termo
O termo 'anti-tech violent extremism' (extremismo violento anti-tecnologia) foi identificado em memorandos internos do FBI, DHS e centros de inteligência regionais (fusion centers). Segundo a Wired, não há registros públicos anteriores dessa classificação, sugerindo uma nova estratégia de vigilância focada na oposição ao avanço da inteligência artificial. A categoria abrange desde protestos pacíficos até ações de monitoramento de infraestruturas críticas, como data centers.
Atividades consideradas suspeitas
Entre as atividades listadas como suspeitas nos documentos estão: fotografar ou filmar data centers de IA, organizar protestos contra a expansão do setor de tecnologia e até mesmo discutir publicamente os impactos sociais da IA. Os relatórios destacam que tais ações podem ser interpretadas como potenciais ameaças à segurança nacional, embora não haja evidências de violência associadas a esses grupos.