Peru analisa moção de censura contra presidente interino em meio a crise política e eleitoral
O Congresso peruano avalia pedido de moção de censura contra o presidente interino José María Balcázar, acusado de adiar a compra de caças F-16 no valor de US$ 3,5 bilhões. A decisão provocou a renúncia dos ministros da Defesa e das Relações Exteriores, que alegaram comprometimento da segurança nacional. Balcázar defende que a decisão deve ser avaliada pelo próximo governo eleito, enquanto a oposição pressiona pela continuidade do processo.
Contexto da crise política
O Peru enfrenta uma instabilidade política crônica, com sete presidentes derrubados em menos de oito anos. José María Balcázar assumiu a presidência interina há apenas dois meses, após a destituição de José Jerí em fevereiro de 2026. A atual crise envolve a decisão de Balcázar de adiar a compra de 24 caças F-16 Block 70, um contrato avaliado em US$ 3,5 bilhões, assinado durante o governo anterior. O pagamento inicial de US$ 2 bilhões já havia sido realizado, segundo a oposição.
Reações e renúncias
A decisão de adiar a compra dos caças levou à renúncia dos ministros da Defesa, Carlos Díaz Dañino, e das Relações Exteriores, Hugo De Zela. Em comunicado conjunto, ambos afirmaram que a medida 'compromete a segurança nacional'. Balcázar, por sua vez, argumentou que a decisão de tal magnitude deve ser avaliada por um governo legitimado pelas urnas, destacando que seu antecessor também era um presidente interino.
Próximos passos
O presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, afirmou que o pedido de moção de censura será processado se tiver as assinaturas necessárias, independentemente do contexto eleitoral. Caso aprovada, Balcázar se tornaria o sétimo presidente peruano a ser destituído do cargo em menos de oito anos, aprofundando a crise institucional no país.