Ministro da Defesa do Mali é morto em ataques coordenados por grupos jihadistas e tuaregues
O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, foi morto em um ataque coordenado à sua residência na cidade militar de Kati. O ataque, realizado com um carro-bomba, também resultou na morte de familiares e civis. Grupos ligados à Al-Qaeda e à Frente de Libertação de Azawad (FLA) assumiram a autoria dos ataques, que atingiram múltiplas regiões do país, incluindo Bamako, Gao, Kidal e Sevaré.
Detalhes do ataque e vítimas
O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, foi morto em um ataque à sua residência na cidade militar de Kati, localizado a cerca de 15 quilômetros da capital, Bamako. O ataque ocorreu na manhã de sábado (25/04) e envolveu a detonação de um carro-bomba. Além de Camara, uma de suas esposas, dois netos e outros civis presentes na residência também perderam a vida. O grupo Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, e a Frente de Libertação de Azawad (FLA), composta por combatentes tuaregues, assumiram a responsabilidade pelo ataque.
Contexto político e impacto da morte de Camara
Sadio Camara era uma figura central no governo interino do Mali, liderado pela junta militar sob o comando do presidente Assimi Goita desde 2020. Camara desempenhou um papel crucial na aproximação do Mali com a Rússia e na reestruturação das alianças de segurança na região do Sahel. Sua morte é considerada um golpe significativo para as forças armadas do país. O presidente Goita foi levado para um local seguro e não foi atingido durante os ataques. Fontes afirmam que ele está 'vivo e bem'.
Ataques simultâneos em múltiplas regiões
Além da residência de Camara em Kati, outras cidades do Mali também foram alvo de ataques coordenados. Bamako, Gao, Kidal e Sevaré registraram tiroteios e explosões ao longo do sábado. A Frente de Libertação de Azawad (FLA) anunciou a retirada das forças malinesas e russas da cidade de Kidal, reivindicando o controle do território no norte do Mali. Desde 2012, o país enfrenta uma escalada de violência, golpes de Estado e a expansão de grupos armados, apesar dos acordos militares e da presença de forças estrangeiras.
Reações internacionais
A União Africana, a Organização de Cooperação Islâmica e outras entidades internacionais condenaram os ataques. A situação de segurança no Mali continua crítica, com a junta militar buscando apoio internacional para conter a insurgência jihadista e os conflitos étnicos na região.