Filha abandona carreira de seis dígitos para cuidar do pai e enfrenta crise financeira após morte dele
Suzanne Horton, de 48 anos, deixou emprego de terapeuta com salário de seis dígitos para cuidar do pai em tempo integral após ele desenvolver problemas graves de saúde. Após cinco anos de dedicação e gastos que consumiram US$ 101 mil de suas economias, ela ainda luta para se recuperar financeiramente, sem contribuições para aposentadoria e sem plano de saúde.
A decisão de abandonar a carreira
Suzanne Horton trabalhava como terapeuta contratada pelas Forças Armadas dos EUA, com postos em locais como Coreia do Sul, e tinha um salário de seis dígitos. Em outubro de 2019, seu pai, que sofria de insuficiência renal, problemas cardíacos e dois tipos de câncer, foi levado à sua casa após ser encontrado dormindo em uma van. Sem condições financeiras para arcar com cuidados profissionais de longo prazo, Suzanne decidiu largar o emprego para cuidar dele em tempo integral. 'Não havia dúvida de que eu cuidaria dele. Ele havia proporcionado uma vida para mim e minha irmã mais velha desde o divórcio dos meus pais, quando eu tinha cerca de 14 anos', afirmou.
Impacto financeiro e sacrifícios pessoais
Após deixar o emprego, Suzanne montou um consultório particular para realizar atendimentos psicológicos por videochamada durante a pandemia. No entanto, os custos com os cuidados do pai consumiram suas economias. Até a morte dele, em março de 2025, ela havia gastado US$ 80 mil de suas reservas e US$ 21 mil em investimentos. Para equilibrar as finanças, Suzanne suspendeu os pagamentos de seu empréstimo estudantil, parou de contribuir para o plano de aposentadoria 401(k) e abriu mão do seguro-saúde. 'Fui de um salário de seis dígitos para zero', relatou.