Bienal do Livro da Bahia celebra legado de Jorge Amado e José Saramago com 170 autores e debates sobre literatura contemporânea
A Bienal do Livro da Bahia 2026 reúne 170 autores e destaca a homenagem aos escritores Jorge Amado e José Saramago, cujas famílias participam de painel sobre a amizade entre os dois mestres. O evento também aborda temas como identidade, abuso sexual e mercado editorial, com destaque para autores independentes e obras voltadas ao público jovem.
Homenagem a Jorge Amado e José Saramago
A edição deste ano da Bienal do Livro da Bahia celebra a amizade entre os escritores Jorge Amado e José Saramago, consagrados na literatura mundial. Paloma Amado, filha de Jorge Amado, e Pilar del Río, viúva de Saramago, participaram de um painel para discutir a relação entre os dois autores, que se iniciou na década de 1990. O livro 'Com o mar por meio', lançado a partir de cartas e bilhetes trocados entre as famílias, foi um dos destaques do evento.
Literatura contemporânea e temas sociais
A Bienal também serviu como vitrine para autores contemporâneos e independentes. Vitor Martins, conhecido por obras que abordam amizade, primeiro amor e inseguranças na adolescência, atraiu multidões com suas histórias. A estudante Sofia Midlej destacou a identificação com os temas abordados nos livros do autor. Além disso, a escritora Mirian Lelis compartilhou sua experiência pessoal em um caso de abuso sexual na família, usando a literatura como forma de acolhimento e reflexão para outras mulheres.
Mercado editorial e diversidade de vozes
O evento refletiu o momento do mercado editorial brasileiro, com espaço para autores consagrados e independentes. A Bienal do Livro da Bahia reforçou a importância da literatura como ferramenta de identificação e transformação social, reunindo obras que vão desde clássicos até lançamentos infantis e juvenis.