EEOC processa The New York Times por discriminação contra funcionário branco em promoção
A agência federal de direitos civis dos EUA (EEOC) moveu ação contra o The New York Times por suposta discriminação contra um editor branco, alegando que ele foi preterido em uma promoção para favorecer uma mulher menos qualificada. O caso, apresentado em 6 de maio de 2026, envolve a vaga de editor-adjunto de imóveis em 2025 e cita metas de diversidade do jornal como possível influência na decisão.
Detalhes do processo
O Equal Employment Opportunity Commission (EEOC) entrou com a ação em nome de um editor do The New York Times, que alega ter sido vítima de discriminação de gênero e raça ao não ser promovido para o cargo de editor-adjunto de imóveis. Segundo a denúncia, o jornal teria priorizado uma candidata mulher menos experiente na área para cumprir metas públicas de diversidade, violando o Título VII da Civil Rights Act of 1964, que proíbe discriminação no trabalho por sexo, raça, origem nacional ou religião. O processo destaca que o funcionário, com 10 anos de experiência no jornal, foi excluído da etapa final, enquanto três mulheres e um homem negro avançaram no processo seletivo.
Reações e posicionamentos
A presidente da EEOC, Andrea Lucas, afirmou que 'nenhuma instituição está acima da lei' e reforçou que 'toda discriminação por raça ou sexo é ilegal', independentemente de quem seja a vítima. Lucas, aliada às políticas do governo Donald Trump, já incentivou homens brancos a denunciarem casos de discriminação. Em resposta, o The New York Times classificou a ação como 'politicamente motivada' e anunciou que se defenderá 'com vigor'. A porta-voz do jornal, Danielle Rhoades Ha, negou que raça ou gênero tenham influenciado a decisão, afirmando que a candidata escolhida era a mais qualificada e que desempenha um 'excelente trabalho' no cargo.