China se torna primeiro país a aprovar venda comercial de chip cerebral para recuperação de movimentos
A China aprovou o primeiro implante cerebral comercial do mundo, desenvolvido pela Neuracle Medical Technology, para pacientes com paralisia causada por lesões na medula espinhal cervical. O dispositivo permite recuperar parcialmente os movimentos das mãos por meio de uma interface cérebro-computador (BCI) menos invasiva, utilizando inteligência artificial para decodificar sinais neurais e acionar uma luva robótica. A tecnologia, destinada a pacientes entre 18 e 60 anos, marca um avanço significativo na área de neurotecnologia e coloca o país à frente dos EUA na corrida por soluções médicas inovadoras.
Tecnologia e funcionamento do implante cerebral
O dispositivo aprovado pela China utiliza um chip do tamanho de uma moeda, implantado na membrana que envolve o cérebro, sem necessidade de penetração direta no tecido cerebral. Essa abordagem reduz riscos cirúrgicos e permite captar sinais neurais associados à intenção de movimentar as mãos. Os dados são interpretados por modelos de inteligência artificial e enviados para uma luva robótica, que executa os movimentos de abrir e fechar a mão, possibilitando ao paciente agarrar e manipular objetos. A precisão da decodificação dos sinais cerebrais tem sido aprimorada com o uso de IA, e outras empresas chinesas já testam BCIs para recuperar movimentos de mais partes do corpo e até da fala.
Requisitos e disponibilidade
Para ser elegível ao implante da Neuracle, o paciente deve ter entre 18 e 60 anos, comprovar paralisia estável por pelo menos um ano e apresentar algum movimento residual na parte superior dos braços, mesmo sem conseguir segurar objetos com as mãos. Os primeiros dispositivos devem começar a ser comercializados em breve, consolidando a liderança da China no desenvolvimento de interfaces cérebro-computador para uso médico.