EUA ordenam retirada imediata de cidadãos do Irã após reabertura parcial do espaço aéreo e bloqueio no Estreito de Ormuz
O governo dos Estados Unidos emitiu alerta urgente para que cidadãos americanos deixem o Irã 'imediatamente' após reabertura parcial do espaço aéreo iraniano. O Departamento de Estado orientou vias terrestres para países vizinhos e alertou sobre possíveis impedimentos à saída, incluindo taxas e restrições para dupla nacionalidade. O Estreito de Ormuz permanece bloqueado pelos EUA, em decisão que contrasta com posições anteriores de Trump.
Reabertura parcial do espaço aéreo e alerta de evacuação
O Departamento de Estado dos EUA divulgou comunicado nesta terça-feira (21) orientando cidadãos americanos a deixarem o Irã 'imediatamente' após a reabertura parcial do espaço aéreo iraniano. A medida ocorre em meio à escalada de tensões entre os dois países, com o governo dos EUA recomendando acompanhamento da mídia local e consulta a companhias aéreas para verificar disponibilidade de voos. Alternativamente, foi sugerida a saída por via terrestre para países como Armênia, Azerbaijão, Turquia e Turcomenistão, embora autoridades alertem para possíveis barreiras, incluindo taxas de saída e restrições para portadores de dupla nacionalidade EUA-Irã.
Bloqueio no Estreito de Ormuz e restrições adicionais
O governo dos EUA também reforçou restrições de viagem, desaconselhando deslocamentos para o Afeganistão, Iraque e a região de fronteira entre Paquistão e Irã. O comunicado da embaixada americana no Irã destacou que cidadãos que não conseguirem sair do país devem permanecer em locais seguros, evitando proximidade com janelas. O espaço aéreo iraniano foi fechado para voos internacionais em 14 de janeiro, exceto para rotas com origem ou destino a Teerã, antes dos ataques conjuntos dos EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro. O bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, marca uma mudança significativa na política externa americana, contrastando com posições anteriores de Trump.