Emirados Árabes tentam articular contra-ataque ao Irã com vizinhos do Golfo, mas fracassam
Os Emirados Árabes Unidos buscaram apoio da Arábia Saudita e do Catar para uma resposta militar coordenada aos ataques retaliatórios do Irã no início da guerra no Oriente Médio, mas não obtiveram sucesso. O presidente emiradense, Mohammed bin Zayed, realizou ligações com líderes regionais, incluindo o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, porém os vizinhos recusaram participar, alegando que o conflito não lhes dizia respeito. A tentativa de invocar o Conselho de Cooperação do Golfo também não surtiu efeito.
Contexto da guerra no Oriente Médio
O conflito entre EUA, Israel e Irã, iniciado em fevereiro de 2026, arrastou países do Golfo Pérsico para a linha de fogo após ataques retaliatórios iranianos a bases militares norte-americanas na região. Os Emirados Árabes Unidos, que abrigam instalações dos EUA, foram alvo de bombardeios, o que motivou a tentativa de articulação de uma resposta militar conjunta. O presidente emiradense, Mohammed bin Zayed, buscou apoio dos vizinhos para dissuadir novos ataques do Irã, mas a recusa dos demais países do Conselho de Cooperação do Golfo frustrou os planos.
Reações dos países vizinhos
A Arábia Saudita e o Catar rejeitaram o pedido dos Emirados Árabes Unidos para uma resposta militar coordenada. Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, os líderes regionais argumentaram que o conflito não era de sua responsabilidade e não desejavam ser associados a Israel. A negativa deixou o presidente emiradense, Mohammed bin Zayed, irritado, mas não houve avanços nas negociações. O Conselho de Cooperação do Golfo, bloco criado em 1981 para conter ameaças iranianas, não foi acionado para uma ação conjunta.