Polícia investiga morte de bebê prematura por suspeita de negligência em hospital de Porto Velho
A Polícia Civil de Rondônia apura a morte de Stefany Dandara, bebê prematura de sete meses, após 47 dias de internação no Hospital de Base de Porto Velho. Os pais alegam falta de materiais básicos, como máscaras, sondas e curativos, e acusam o Estado de negligência. A criança nasceu com infecção por corioamnionite e enfrentou complicações durante o tratamento.
Contexto do caso
Stefany Dandara nasceu no dia 4 de março de 2026 com sete meses de gestação e foi diagnosticada com corioamnionite, uma infecção que atinge o líquido amniótico e pode ser fatal para recém-nascidos sem imunidade adequada. A bebê permaneceu internada por 47 dias no Hospital de Base de Porto Velho, onde faleceu na última terça-feira (21). Segundo os pais, Crislaine Vitória e César Ferreira, a unidade enfrentava escassez de materiais essenciais, como máscaras, esparadrapo, curativos e sondas gástricas. A família alega que precisou arcar com a compra de insumos para garantir o tratamento da filha, incluindo curativos específicos para evitar infecções.
Acusações de negligência
Os pais da bebê relatam que a falta de materiais básicos comprometeu o tratamento. Crislaine Vitória destacou que a sonda gástrica utilizada era de numeração inadequada, o que causava vômitos e aspiração de leite para os pulmões da criança. "Ela acabou usando uma numeração muito grande, e o leite entrava muito rápido, fazendo ela vomitar. Em uma dessas situações, acabou indo para o pulmão", afirmou. Além disso, a mãe mencionou a ausência de itens de higiene, como gazes e lenços de limpeza, durante a internação. O pai, César Ferreira, reforçou que a família teve que comprar curativos e outros materiais por conta própria para evitar complicações.