Homem é preso no RN por crime cometido em SP em 1996 após erro de identificação; família alega inocência
Um homem de 55 anos está preso desde 6 de maio no Rio Grande do Norte após ser identificado como autor de uma tentativa de homicídio ocorrida em 1996 em Barra Funda, São Paulo. A família e a defesa alegam erro de identificação, afirmando que o verdadeiro autor do crime é o irmão do detido, que já confessou o delito e permanece solto. Documentos e registros de trabalho comprovariam que o acusado nunca esteve em São Paulo na época do crime.
Detalhes do caso e alegações da família
Cícero Silva de Araújo, de 55 anos, foi preso no dia 6 de maio no Penitenciário Estadual de Parnamirim, na Grande Natal, após um mandado expedido pela Justiça de São Paulo. Ele é acusado de uma tentativa de homicídio ocorrida em 1996 no distrito de Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. No entanto, a família e a defesa afirmam que houve um erro de identificação. Segundo eles, o verdadeiro autor do crime é o irmão de Cícero, que já confessou o delito e permanece em liberdade. A família apresentou documentos, fotografias e registros de trabalho que comprovariam que Cícero sempre morou e trabalhou no Rio Grande do Norte, sem antecedentes criminais. "Meu pai nunca foi em São Paulo na vida dele. Ele mora no mesmo endereço desde que nasceu, sempre trabalhou aqui e criou sete filhos", declarou Joyce Oliveira, filha de Cícero e agente cultural.
Defesa aponta uso indevido de documentos
A advogada Débora Gurgel, que representa a família, explicou que o irmão de Cícero utilizava os documentos dele em São Paulo durante os anos 1990. "Assim que ele percebeu que havia perdido os documentos, registrou boletim de ocorrência e tirou novos documentos. Mas o irmão continuou usando a identidade dele em São Paulo, inclusive para trabalhar", afirmou. A defesa reforça que, apesar das provas apresentadas, Cícero permanece detido, enquanto o irmão, que confessou o crime, segue solto. O Tribunal de Justiça de São Paulo foi procurado para comentar o caso, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem.