Itamaraty organiza seminário sobre antissemitismo com palestrantes alinhados ao sionismo
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) planeja realizar um seminário sobre antissemitismo em 16 de abril, com a participação exclusiva de judeus sionistas e com protagonismo da Confederação Israelita do Brasil. A escolha dos palestrantes e a exclusão de vozes antissionistas geram críticas sobre a equivalência entre antissionismo e antissemitismo.
Críticas ao formato do seminário
O seminário organizado pelo Itamaraty, com data marcada para 16 de abril, tem sido alvo de críticas pela repercussão negativa. A programação inclui três mesas com palestrantes judeus que são todos do campo sionista, e a Confederação Israelita do Brasil (CIB) detém o protagonismo, com a participação de seu presidente, Cláudio Lottenberg. A CIB é descrita como uma entidade servil ao Estado de Israel e ao governo Netanyahu, operando como ponte para o regime sionista e com alinhamento notório aos crimes cometidos contra o povo palestino.
Equivalência entre antissionismo e antissemitismo contestada
A organização do evento pelo Itamaraty, sem convidar vozes antissionistas do judaísmo brasileiro, é interpretada como um endosso à falsificação contemporânea que equipara antissionismo a antissemitismo. Essa equivalência é apontada como presente no PL 1424/26, que visa criminalizar críticas ao regime sionista. A distinção entre antissionismo, que combate a ideologia de um Estado supremacista judaico e a colonização da Palestina, e antissemitismo, o racismo antijudaico, é enfatizada.
Histórico de acordos sionistas com governos antissemitas
A nota destaca que o sionismo não é antagônico ao antissemitismo, citando exemplos históricos de acordos entre lideranças sionistas e governos antissemitas, como o Acordo Haavara entre a Federação Sionista da Alemanha e a administração de Adolf Hitler, visando a expulsão de judeus para a ocupação da Palestina.