CEO da Unitree prevê que o 'momento ChatGPT' da robótica pode levar até uma década para se concretizar
O CEO da Unitree Robotics, Wang Xingxing, afirmou durante a Conferência Mundial de Robótica em Pequim que o grande avanço da indústria ocorrerá apenas quando robôs puderem realizar a maioria das tarefas em ambientes desconhecidos sem treinamento específico. Embora ele estime que esse marco possa chegar em dois a três anos, outros especialistas, como o CEO da Nvidia, Jensen Huang, acreditam que o momento já ocorreu, enquanto o investidor Vinod Khosla prevê que robôs domésticos acessíveis serão comuns na década de 2030.
O desafio da inteligência incorporada
Wang Xingxing destacou que o maior obstáculo atual para robôs domésticos é fazer com que a IA interaja de forma confiável com o mundo físico. Atualmente, robôs testados em fábricas ainda enfrentam gargalos de eficiência e generalização de tarefas. O CEO da Unitree acredita que o 'momento ChatGPT' para a inteligência incorporada (embodied intelligence) será alcançado quando um robô puder realizar cerca de 80% das tarefas em um ambiente novo apenas por comandos de voz ou linguagem.
Investimento e mercado de robôs humanoides
A Unitree, conhecida por seus robôs quadrúpedes e agora por modelos humanoides, captou cerca de US$ 900 milhões em sua estreia na bolsa de valores de Xangai, alcançando um valor de mercado de aproximadamente US$ 50 bilhões. Enquanto a Unitree projeta um cronograma mais cauteloso, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, vê o mercado de IA física como uma oportunidade de US$ 50 trilhões, com os robôs humanoides representando US$ 40 trilhões desse montante.
Acessibilidade e o futuro doméstico
O investidor Vinod Khosla compartilha do otimismo sobre o curto prazo, prevendo que, até 2030, quase todos terão um robô humanoide em casa. Ele estima que esses dispositivos começarão com funções específicas, como cozinhar e limpar louças, e poderão custar entre US$ 300 e US$ 400 por mês, tornando-os acessíveis para o consumidor comum.