Ali Khamenei: Palestina foi eixo permanente da política externa do Irã por quase quatro décadas
O ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, consolidou a defesa da Palestina como princípio estruturante da República Islâmica desde a Revolução de 1979. Para Khamenei, a causa palestina simbolizava a luta contra o colonialismo e a ocupação, rejeitando soluções diplomáticas que não garantissem direitos plenos ao povo palestino, incluindo o retorno dos refugiados e a soberania sobre Jerusalém.
Palestina como pilar da Revolução Islâmica
A defesa da Palestina não foi uma questão circunstancial para Ali Khamenei, mas um eixo permanente de sua atuação política, diplomática e estratégica ao longo de quase quatro décadas à frente do Irã. Desde a Revolução Islâmica de 1979, a causa palestina deixou de ser uma pauta regional para se tornar um princípio estruturante do Estado iraniano, inspirado no legado do aiatolá Ruhollah Khomeini. Khamenei rejeitou iniciativas que reduzissem a questão a negociações limitadas ou acordos patrocinados por potências ocidentais, defendendo que nenhuma solução seria legítima sem o fim da ocupação e o reconhecimento dos direitos nacionais palestinos.
Resistência como política de Estado
Mesmo diante de sanções econômicas, isolamento internacional e ameaças militares, Khamenei manteve a Palestina como prioridade inegociável. Para ele, a libertação da Palestina era uma questão de justiça histórica e direito internacional, não uma concessão diplomática. O Irã, sob sua liderança, tornou-se um dos principais apoiadores da resistência palestina, consolidando a causa como parte indissociável da soberania e independência iranianas.