Eco-horror ganha destaque no Dia da Terra com filmes que alertam sobre a vingança da natureza
O subgênero eco-horror, que explora a ideia de que a natureza pode 'revidar' contra a exploração humana, ressurge como tema relevante em 2026. Com raízes nos anos 1970, quando o movimento ambientalista ganhou força, essas obras refletem ansiedades sobre poluição, desmatamento e mudanças climáticas. Sete filmes do gênero estão em destaque, incluindo 'The Last Winter' (2006), que mistura terror ártico e crítica à indústria do petróleo.
Origens e relevância do eco-horror
O eco-horror emergiu como um subgênero significativo na década de 1970, coincidindo com o lançamento do Dia da Terra (1970) e a criação da Agência de Proteção Ambiental (EPA) nos EUA. Essas obras exploram a ideia de que a natureza não existe para ser controlada ou explorada pelo ser humano, mas pode reagir de forma violenta e imprevisível. A ansiedade em relação à poluição, pesticidas e danos ambientais da época se refletiu em narrativas cinematográficas que permanecem atuais, especialmente diante de crises climáticas e desastres naturais recorrentes.
Filmes essenciais do gênero
Entre as produções destacadas está 'The Last Winter' (2006), dirigido por Larry Fessenden. O filme se passa no Ártico, onde uma equipe de uma empresa petrolífera enfrenta fenômenos sobrenaturais e paranoia após iniciar operações em território inóspito. O elenco inclui Ron Perlman, Connie Britton e James LeGros. A obra combina elementos de terror psicológico com uma crítica contundente à exploração de recursos naturais em áreas sensíveis.