Nova York propõe imposto sobre imóveis vazios de luxo para arrecadar US$ 500 milhões anuais
Prefeito Zohran Mamdani e a governadora Kathy Hochul anunciaram uma proposta para taxar imóveis secundários vazios avaliados em mais de US$ 5 milhões em Nova York. A medida visa arrecadar US$ 500 milhões por ano, mas enfrenta resistência de líderes empresariais e políticos. Diferente de outras cidades, o foco não é aumentar a oferta de moradias, mas gerar receita para fechar o déficit orçamentário da cidade.
Contexto e objetivos da proposta
A proposta de imposto sobre imóveis secundários vazios em Nova York foi apresentada pelo prefeito Zohran Mamdani e pela governadora Kathy Hochul como uma forma de arrecadar US$ 500 milhões anualmente. O alvo são propriedades avaliadas em mais de US$ 5 milhões, pertencentes a proprietários que não residem na cidade. Segundo Hochul, a medida ajudaria a fechar o déficit orçamentário de Nova York e financiar novas políticas de acessibilidade habitacional. A taxa de vacância de imóveis na cidade está em 1,4%, um dos menores índices em 50 anos, o que torna improvável que a medida aumente significativamente a oferta de moradias, ao contrário de políticas similares em outras cidades como Vancouver e Berkeley.
Reações e comparações com outras cidades
A proposta já gerou forte oposição de líderes empresariais e políticos de direita, que argumentam que a medida pode desencorajar investimentos na cidade. Analistas, como Rita Jefferson do Institute on Taxation and Economic Policy, destacam que o foco principal da proposta não é liberar imóveis para o mercado, mas sim arrecadar receita de proprietários ultra-ricos que não residem em Nova York. Em outras cidades, como Vancouver e Berkeley, impostos semelhantes foram implementados com o objetivo de aumentar a oferta de moradias, mas em Nova York, a baixa taxa de vacância torna esse objetivo secundário.