Apple e Samsung desafiam crise do setor e crescem na América Latina
Apesar de uma retração de 10% no mercado de smartphones da América Latina no segundo trimestre de 2026, as marcas Apple e Samsung registraram crescimentos de 5% e 6%, respectivamente. O desempenho positivo das duas gigantes foi impulsionado pela força do segmento premium e estratégias de estoque e promoções, enquanto fabricantes de modelos de entrada e intermediários foram mais afetadas pela crise de memória e pelo aumento nos custos de componentes.
Crescimento em meio à retração
O mercado de smartphones na América Latina enfrentou um cenário desafiador no segundo trimestre de 2026, com uma queda de 10% nas remessas em comparação ao ano anterior. No entanto, a Apple e a Samsung conseguiram crescer em um ambiente onde marcas como Motorola, HONOR e Xiaomi registraram desempenho inferior. O crescimento da Apple foi sustentado pela demanda por modelos premium, como o iPhone 17 Pro Max, enquanto a Samsung expandiu sua liderança em países como Colômbia, Peru e Equador através de promoções agressivas e gestão de estoque.
Impacto da crise de componentes
A retração geral do mercado foi atribuída à crise de memória e ao aumento nos preços dos sistemas em chip (SoCs). Esse cenário impactou severamente as categorias de entrada e intermediária, que representam 75% das vendas na região. Além disso, o excesso de estoque acumulado no primeiro trimestre, em antecipação a altas de preços, contribuiu para a redução das remessas no período seguinte. A valorização das moedas locais ajudou a amortecer parte dos custos para o consumidor final, mas não foi suficiente para sustentar o volume de vendas das marcas que não focam no segmento de luxo.