Flórida abre investigação criminal contra OpenAI e ChatGPT por suposto envolvimento em tiroteio
O procurador-geral da Flórida, James Ulthmeier, anunciou uma investigação criminal contra a OpenAI e o ChatGPT. O caso envolve o uso da ferramenta de IA pelo suspeito de um tiroteio em massa na Universidade Estadual da Flórida em 2025. A alegação é de que o ChatGPT teria 'auxiliado e instigado' o crime, segundo interpretação da lei estadual.
Contexto e alegações
A investigação foi aberta após relatos de que o suspeito do tiroteio em massa na Universidade Estadual da Flórida, ocorrido em 2025, utilizou o ChatGPT antes do ataque. Segundo o procurador-geral James Ulthmeier, a legislação da Flórida considera que qualquer pessoa ou entidade que 'auxilie, instigue ou aconselhe' alguém na prática de um crime pode ser considerada cúmplice. A OpenAI foi intimada a fornecer documentos internos, incluindo políticas de treinamento, materiais sobre como a empresa lida com ameaças de usuários e respostas a solicitações de autoridades.
Resposta da OpenAI
A OpenAI emitiu um comunicado negando qualquer responsabilidade pelo crime. A empresa afirmou que, após tomar conhecimento do incidente, identificou a conta do ChatGPT associada ao suspeito e compartilhou proativamente as informações com as autoridades. Segundo a OpenAI, o ChatGPT forneceu respostas factuais baseadas em informações públicas disponíveis na internet e não incentivou ou promoveu atividades ilegais ou prejudiciais. A empresa destacou que o ChatGPT é uma ferramenta de uso geral, utilizada por centenas de milhões de pessoas diariamente para fins legítimos, e que trabalha continuamente para fortalecer seus mecanismos de segurança.