Baixa cobertura vacinal contra gripe no Rio de Janeiro acende alerta para grupos prioritários
A cidade do Rio de Janeiro enfrenta aumento de casos de gripe em meio a uma cobertura vacinal abaixo da meta, especialmente entre crianças, gestantes e idosos. Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que apenas 20% das crianças de 6 meses a 6 anos, 29% das gestantes e 35% dos idosos foram vacinados até o momento. A meta do Ministério da Saúde é atingir 90% do público-alvo.
Situação atual da vacinação
A campanha de vacinação contra a gripe no Rio de Janeiro teve início em 24 de março de 2026, mas a adesão permanece baixa. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, apenas 20% das crianças de 6 meses a 6 anos foram imunizadas, enquanto gestantes e idosos registram cobertura de 29% e 35%, respectivamente. Nos últimos três anos, o município não alcançou sequer 60% da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 90% para os grupos prioritários.
Impacto da baixa adesão
A baixa cobertura vacinal tem gerado preocupação entre especialistas, uma vez que a gripe pode evoluir para complicações graves, especialmente em crianças, gestantes e idosos. Relatos de pais indicam que a doença tem se espalhado rapidamente em escolas, com casos de febre alta, prostração e dores intensas. A jornalista Ana Cristina Fernandes relatou que, em uma turma de 25 crianças, 19 testaram positivo para influenza em poucos dias.
Depoimentos e eficácia da vacina
A arquiteta Carolina Pinheiro atribuiu a recuperação mais rápida da filha à vacinação precoce. "Ela ficou cinco dias com febre alta, mas foi só isso. A gente vacinou ela bem no início de abril, então acho que isso ajudou", afirmou. O infectologista Renato Kfouri reforçou que, embora haja variações no calendário das doenças respiratórias, a imunização é fundamental para reduzir a gravidade dos casos e evitar hospitalizações.