China se opõe a restrições dos EUA em negócios com Venezuela
O governo chinês manifestou firme oposição às novas licenças gerais emitidas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Estas licenças buscam restringir a participação da China, Rússia, Coreia do Norte, Cuba e Irã nas operações do setor mineral venezuelano. A China exige o levantamento imediato das sanções contra a Venezuela.
Oposição Chinesa às Licenças Gerais do OFAC
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinesa, Mao Ning, declarou em Pequim que a China se opõe firmemente ao uso de "licenças gerais" pelos EUA para impor restrições à cooperação sino-venezuelana. A porta-voz afirmou que os "direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser protegidos" e exigiu o levantamento imediato das sanções unilaterais ilegais contra a Venezuela. Mao Ning classificou as licenças como um instrumento para dar "verniz de legitimidade" a ações que violam os direitos e interesses legítimos da Venezuela e de outros países envolvidos.
Impacto das Novas Licenças
As novas licenças gerais permitem que empresas estadunidenses operem no setor mineral venezuelano, incluindo a extração e comercialização de ouro, bem como atividades nos setores de petróleo, gás e petroquímica. Os contratos com entidades venezuelanas devem ser regidos pela legislação estadunidense, pagamentos a entidades bloqueadas devem ser direcionados a um fundo supervisionado pelos EUA, e há obrigações periódicas de relatórios ao Departamento do Tesouro. As licenças impõem restrições unilaterais à participação de empresas da China, Rússia, Irã, Coreia do Norte e Cuba nas operações que Washington busca controlar nos setores energético e mineral venezuelano.