Irã rejeita nova rodada de negociações com EUA e acusa Washington de exigências 'irracionais'
O governo iraniano anunciou neste domingo (19) a recusa em participar de uma segunda rodada de negociações com os Estados Unidos, classificando as demandas norte-americanas como 'exigências excessivas' e 'irracionais'. O bloqueio naval no Estreito de Ormuz, imposto pelos EUA, foi citado como um dos obstáculos para o diálogo. Donald Trump, presidente dos EUA, ameaçou destruir infraestruturas iranianas caso o acordo não seja aceito.
Contexto das negociações
O Irã rejeitou formalmente uma segunda rodada de negociações com os Estados Unidos, programada para terça-feira (21) em Islamabad, Paquistão. Segundo a agência estatal Irna, as condições impostas pelos EUA são 'pouco realistas' e inviabilizam um acordo. O bloqueio naval no Estreito de Ormuz, que impede a circulação de embarcações iranianas, foi destacado como um dos principais pontos de tensão. O presidente Donald Trump afirmou em entrevista à Fox News que esta seria a 'última chance' para o Irã aceitar as condições propostas, sob ameaça de 'destruir todas as usinas de energia e pontes' do país.
Reações e ameaças
Em resposta às declarações de Trump, a agência Irna negou a realização de novas negociações e classificou as informações divulgadas pelos EUA como parte de um 'jogo de culpas' para pressionar o Irã. Trump reforçou suas ameaças em publicação na plataforma Truth Social, afirmando que os EUA não continuarão 'fazendo papel de bonzinhos'. A agência Tasnim relatou que as trocas de mensagens entre Teerã e Washington, mediadas pelo Paquistão, não avançaram após o fracasso da primeira rodada de negociações, atribuído às 'ambições excessivas' dos norte-americanos.