Flávio Bolsonaro manteve relação com Daniel Vorcaro para evitar pressão por troca de candidatura em 2026
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reteve informações sobre seu relacionamento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para evitar pressões internas no partido pela substituição de sua candidatura. Após a prisão de Vorcaro, Flávio o visitou em São Paulo e negou publicamente vínculos com o empresário, estratégia que aliados consideram ter evitado questionamentos antes do prazo de desincompatibilização.
Estratégia para evitar substituição
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou uma postura de silêncio e negação pública sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso em novembro de 2025, para evitar pressões internas no PL pela substituição de sua pré-candidatura à Presidência. Segundo aliados, o senador teria evitado revelar detalhes sobre encontros e contatos com Vorcaro até após o prazo de desincompatibilização, em abril de 2026. Parlamentares do PL afirmaram que Flávio negou vulnerabilidades no caso Master durante o Carnaval e, publicamente, desmentiu vínculos com Vorcaro em março, após reportagem da colunista Mônica Bérgamo na 'Folha de S.Paulo'.
Visita após prisão e financiamento de filme
Mesmo após a prisão de Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro o visitou em São Paulo. Vorcaro foi um dos financiadores do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e Flávio chegou a cobrar atrasos no pagamento das parcelas em 2025. A visita pós-prisão reforçou a proximidade entre os dois, mas o senador manteve o silêncio sobre o assunto até que as informações fossem divulgadas pela imprensa. Aliados avaliam que a revelação tardia deixou o partido na defensiva, já que Flávio teria evitado expor os fatos antes do prazo de desincompatibilização para não abrir espaço para a substituição por outro candidato, como o governador Tarcísio de Freitas.
Reações internas no PL
Dentro do PL, parlamentares criticaram a estratégia de Flávio Bolsonaro de reter informações sobre sua relação com Vorcaro. Um deputado do partido afirmou que, caso os fatos tivessem sido revelados antes do prazo de desincompatibilização, a pressão pela substituição de Flávio teria sido 'enorme'. Outro interlocutor destacou que o silêncio do senador após a prisão de Vorcaro, incluindo uma viagem de três semanas à França e ao Oriente Médio entre janeiro e fevereiro, contribuiu para evitar questionamentos. A postura de Flávio, no entanto, foi vista como um risco, já que a revelação pela imprensa deixou o partido em uma posição frágil.