Pinguim é resgatado em porto de Salvador e marca primeiro registro do ano na Bahia
Um pinguim foi resgatado na área portuária do bairro do Comércio, em Salvador, na segunda-feira (6), marcando o primeiro registro da espécie na Bahia em 2026. O animal, encontrado sem ferimentos aparentes, foi encaminhado para reabilitação no Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA). No ano passado, 27 pinguins foram registrados no estado, mas nenhum sobreviveu após os cuidados.
Detalhes do resgate
O pinguim foi resgatado pela Gerência de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho (GMAST) da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). Após a captura, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) foi acionado e encaminhou o animal para o Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA), onde passará por avaliação, manejo e reabilitação. Segundo a Codeba, o pinguim não apresentava ferimentos visíveis no momento do resgate.
Contexto migratório e histórico na Bahia
Os pinguins aparecem no litoral brasileiro durante o inverno, migrando em busca de alimento e sendo levados por correntes marítimas até regiões mais ao norte do país. Em 2025, 27 pinguins foram registrados na Bahia, dos quais apenas seis chegaram vivos para atendimento, mas nenhum resistiu. A maioria desses animais chega debilitada, exigindo cuidados especializados para aumentar as chances de sobrevivência.
Orientações para a população
O Instituto Mamíferos Aquáticos (IMA) orienta que, ao encontrar um pinguim na praia ou em áreas costeiras, a população deve: não tentar devolvê-lo ao mar; evitar oferecer água ou alimentos; manter distância e impedir a aproximação de pessoas e animais domésticos para reduzir o estresse do animal; e acionar imediatamente os órgãos ambientais responsáveis para que o resgate seja realizado por equipes capacitadas.