Israel aprova secretamente 34 novos assentamentos na Cisjordânia
O gabinete de segurança israelense aprovou a legalização de 34 novos assentamentos e fazendas na Cisjordânia ocupada, segundo relatórios da imprensa e da ONG Paz Agora. A aprovação, mantida em segredo para evitar críticas internacionais, visa expandir o controle de Israel sobre o território.
Expansão e Ocultação das Aprovações
O gabinete de segurança israelense aprovou secretamente, no mês passado, a legalização de 34 novos assentamentos e fazendas na Cisjordânia ocupada. A decisão não foi anunciada publicamente pelo Ministro da Defesa, Israel Katz, nem pelo Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich. Fontes indicaram à CNN que a aprovação foi mantida em sigilo para evitar críticas internacionais, especialmente em meio ao aumento da violência de colonos contra palestinos desde o início da guerra com o Irã. Esta medida faz parte de uma iniciativa contínua do governo israelense de direita, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de expandir assentamentos e consolidar o controle sobre o território, visando eliminar a possibilidade de um futuro Estado palestino.
Detalhes dos Novos Assentamentos
A ONG Paz Agora declarou em relatório que o gabinete de segurança decidiu secretamente criar 34 novos assentamentos, que se somariam aos 68 já estabelecidos pelo governo Netanyahu desde o final de 2022. Segundo a rede i24News, 10 dos 34 assentamentos seriam postos avançados já existentes, que seriam legalizados, enquanto os outros 24 seriam assentamentos totalmente novos. Os novos assentamentos se espalharão por toda a Cisjordânia, do norte ao sul.
Contexto da Ocupação e Ilegalidade Internacional
Excluindo Jerusalém Oriental, anexada por Israel, mais de 500 mil israelenses vivem na Cisjordânia ocupada. Eles convivem com cerca de três milhões de palestinos. Os assentamentos são considerados ilegais pela ONU, de acordo com o direito internacional. A ocupação da Cisjordânia tem ocorrido sob todos os governos israelenses desde 1967, mas acelerou significativamente após a chegada da extrema direita ao poder.