TSA testa triagem fora do aeroporto e segurança privada para reduzir congestionamentos após shutdowns
A Administração de Segurança nos Transportes dos EUA (TSA) está implementando novas estratégias para reduzir congestionamentos em aeroportos após dois shutdowns governamentais que sobrecarregaram o sistema. Entre as iniciativas, destacam-se a triagem fora do aeroporto e a contratação de segurança privada, refletindo uma tendência de privatização no setor aéreo sob o governo Trump. Críticos alertam para possíveis riscos de segurança com a terceirização.
Iniciativas da TSA para reduzir congestionamentos
A TSA anunciou duas iniciativas principais para mitigar os problemas de congestionamento em aeroportos, agravados por dois shutdowns governamentais em 2025 e 2026. A primeira, chamada TSA Gold+, visa transferir operações diárias de segurança para contratados privados sem aumentar os custos para os aeroportos. A segunda, prevista para junho de 2026, permitirá que passageiros do aeroporto de Boston passem pela triagem de segurança a 25 milhas de distância e sejam transportados até o aeroporto em um ônibus seguro, operado pela empresa Landline, com desembarque direto nos portões de embarque.
Privatização e críticas
As medidas refletem a política de privatização do setor aéreo defendida pelo governo Trump, que argumenta que a terceirização pode economizar recursos, melhorar a eficiência e aumentar a segurança. Desde 2018, o programa Screening Partnership Program (SPP) da TSA já utiliza segurança privada em 20 aeroportos, incluindo San Francisco e Kansas City. Durante os shutdowns de 2025 e 2026, a presença de segurança privada em alguns aeroportos ajudou a manter operações mais estáveis, enquanto aeroportos com funcionários federais enfrentaram longas filas e redução de pessoal. No entanto, críticos alertam que a privatização pode introduzir novos riscos de segurança, especialmente se as empresas contratadas priorizarem lucros em detrimento da qualidade dos serviços.