Câmara de Curitiba abre processo de cassação contra vereador Lórens Nogueira por suspeita de 'rachadinha'
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) admitiu nesta quarta-feira (27) um processo por quebra de decoro parlamentar contra o vereador Lórens Nogueira (PP), acusado de participar de esquema de 'rachadinha'. O parlamentar foi flagrado em vídeo recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro vivo de uma funcionária, gravação autorizada pela Justiça a pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR).
Contexto das denúncias
O termo 'rachadinha' refere-se a um esquema ilegal no qual servidores comissionados ou assessores são obrigados a devolver parte de seus salários a políticos ou superiores. A representação por quebra de decoro parlamentar foi assinada por cinco vereadores do partido Novo: Guilherme Ferreira Kilter Lira, Indiara Barbosa, Amália Tortato, Éder Borges e Bruno Secco. Além disso, foi solicitado que o Conselho de Ética da CMC requisite ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) o compartilhamento das provas obtidas na investigação.
Operação do Gaeco e repercussão
Lórens Nogueira foi alvo de uma operação do Gaeco na terça-feira (26), um dia antes da abertura do processo. Durante a sessão da CMC, imagens do vídeo em que o vereador recebe o dinheiro foram exibidas no telão do plenário. Nogueira permaneceu em silêncio durante a exibição e não concedeu declarações à imprensa. Em nota, sua defesa afirmou que 'esclarecimentos serão prestados no momento oportuno'. O PP, partido do vereador, não se manifestou sobre o caso. Até a véspera, Lórens ocupava a presidência do Conselho de Ética da Câmara, cargo do qual pediu para se afastar após a repercussão das denúncias.