Artemis 2 Inicia Retorno à Terra Após Explorar o Lado Oculto da Lua e Presenciar Eclipse Solar
A missão Artemis 2 iniciou sua viagem de volta à Terra em 7 de abril de 2026, após cumprir marcos históricos como o sobrevoo do lado oculto da Lua e a observação de um eclipse solar do espaço. A cápsula Orion, com quatro astronautas a bordo, deixou a influência gravitacional lunar, seguindo para o pouso previsto para 10 de abril.
Fim da Expedição Lunar e Rumo à Terra
Na terça-feira, 7 de abril de 2026, a cápsula Orion da missão Artemis 2 deixou a zona de influência gravitacional da Lua, marcando o início de sua jornada de retorno à Terra. A decisão foi tomada às 14h23 (horário de Brasília), quando a Terra passou a exercer maior influência sobre a trajetória da nave. A chegada da tripulação à Terra está prevista para sexta-feira, 10 de abril. Durante a missão, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen ultrapassaram o recorde de distância percorrida pela humanidade no espaço, estabelecido pela Apollo 13, atingindo 406.771 km.
Observações Históricas e Fenômenos Espaciais
A missão proporcionou registros visuais inéditos, incluindo imagens do lado oculto da Lua. Uma das fotografias, denominada "Earthset", retrata o planeta Terra despontando atrás da paisagem lunar, evocando a icônica "Earthrise" da Apollo 8. Os astronautas também testemunharam um eclipse solar total visto do espaço, onde a Lua bloqueou completamente o Sol por aproximadamente 57 minutos. Durante a observação, um "ponto misterioso" foi identificado, posteriormente confirmado pela NASA como o planeta Vênus. A tripulação também descobriu duas novas crateras no lado oculto da Lua, sugerindo os nomes "Integrity" e "Carroll".
Desafios Técnicos e Teóricos da Missão
A Artemis 2 enfrentou o desafio da perda de comunicação com o controle em solo por aproximadamente 40 minutos ao cruzar o lado oculto da Lua, um evento previsto e utilizado pelos astronautas para observações e registros fotográficos. Questões sobre a iluminação do lado afastado da Lua e a ausência de estrelas visíveis nas fotografias foram levantadas, sendo esclarecidas pela NASA. A iluminação do lado afastado ocorre devido à rotação da Lua, enquanto a ausência de estrelas nas imagens se deve ao alcance dinâmico das câmeras, ajustadas para capturar detalhes nas áreas mais iluminadas, como a Lua e a Terra. A missão também operou sob vigilância contínua do Sol devido ao risco de erupções solares, liberando energia capaz de afetar astronautas e equipamentos fora do campo magnético terrestre.