Cuba Liberta Mais de 2.000 Presos em Indulto de Semana Santa
O governo cubano anunciou o indulto de 2.010 detentos como um gesto humanitário e soberano durante as celebrações da Semana Santa. Esta é a segunda liberação expressiva de prisioneiros em 2026, com mais de 11 mil beneficiados desde 2011.
Detalhes do Indulto e Critérios de Seleção
O indulto, anunciado nesta quinta-feira (2), abrangeu 2.010 presos e foi descrito como um "gesto solidário humanitário e soberano". Os critérios de seleção incluíram a análise das características dos crimes cometidos, boa conduta na prisão, cumprimento de uma parte significativa da pena e estado de saúde. Entre os beneficiados estão jovens, mulheres, idosos com mais de 60 anos, e aqueles que estão próximos de obter liberdade antecipada. Estrangeiros e cidadãos cubanos residentes no exterior também foram incluídos. No entanto, o indulto excluiu reincidentes, multirreincidentes, e condenados por crimes considerados graves como agressão sexual, pedofilia com violência, assassinato, homicídio, tráfico de drogas, furto com violência ou uso de armas, roubo com violência ou força com a utilização de armas ou menores vítimas, corrupção de menores, crimes contra a autoridade, e aqueles que já haviam sido indultados anteriormente e cometeram novos crimes.
Contexto e Reações Internacionais
Esta é a quinta vez desde 2011 que o governo cubano realiza um indulto carcerário desta magnitude, beneficiando mais de 11 mil pessoas no total. A liberação ocorre em meio à pressão dos Estados Unidos, que aliviaram temporariamente o bloqueio petrolífero à ilha. Em 12 de março, Cuba já havia anunciado a libertação de 51 presos como gesto de "boa vontade" mediado pelo Vaticano. Os Estados Unidos manifestaram conhecimento das solturas e exigiram a libertação imediata de outros detidos que consideram "injustamente" presos.