Caso Samylle: mais pessoas da família podem ser investigadas, diz delegada
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul tem um prazo de 10 dias para concluir o inquérito sobre a morte de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, que faleceu após agressões em Porto Alegre. O tio da menina, Nicolas Gabriel Almeida Staubus, foi preso preventivamente e confessou as agressões, alegando que as 'palmadas' tinham fins educativos. A investigação agora busca identificar se outros familiares tinham conhecimento das agressões e se houve outros crimes, como tortura ou violência sexual, enquanto a polícia analisa o contexto das últimas horas de vida da criança.
Investigação e Prisão
O inquérito sobre a morte de Samylle Valentina Borba Ramiro, de 4 anos, é tratado como homicídio doloso. O tio da menina, Nicolas Gabriel Almeida Staubus, de 22 anos, foi preso preventivamente após confessar as agressões. Ele alegou que as palmadas foram dadas porque a criança 'evacuou nas vestes', mas a delegada Alice Fernandes afirmou que tal versão não é compatível com as marcas de politraumatismo encontradas no corpo da menina.
Possíveis Novos Investigados
A Polícia Civil informou que, dependendo dos laudos periciais e do que for apurado sobre o conhecimento dos familiares, o círculo de suspeitos pode ser ampliado. A delegada responsável destacou a necessidade de verificar o contexto das últimas horas de vida da criança e o papel de outros membros da família no cotidiano de Samylle.
Histórico de Proteção
O caso é acompanhado pelo Ministério Público desde 2025. A família de Samylle já havia passado por atendimentos do Conselho Tutelar e da Justiça. Em julho de 2026, a guarda da menina havia sido transferida para a tia de forma provisória, sob a alegação de que a mãe enfrentava problemas de saúde. A mãe da criança afirmou à polícia que não via a filha há pelo menos dois meses antes do ocorrido.