Erika Hilton Torna-se Primeira Deputada Trans a Presidir Comissão Parlamentar no Brasil, Destaque no Le Monde
A deputada Erika Hilton foi eleita a primeira pessoa transgênero a presidir uma comissão parlamentar federal no Brasil, com foco na defesa dos direitos das mulheres. A notícia foi destacada pelo jornal francês Le Monde, que também abordou contestações e atos transfóbicos em reação à sua eleição.
Histórico Eleição e Repercussão Internacional
Erika Hilton, deputada do PSOL, fez história ao ser eleita para presidir uma comissão parlamentar federal criada em 2016. Com 10 votos a favor e 12 abstenções, Hilton, de 33 anos, tornou-se a primeira pessoa transgênero a ocupar o cargo. A matéria do Le Monde, publicada em 3 de abril de 2026, contextualiza a eleição como um símbolo de democracia em crescimento, enquanto figuras de direita contestaram a decisão, com declarações como 'Para ser mulher, é preciso ter um útero e menstruar', atribuídas ao ultraconservador Carlos Roberto Massa.
Ato Transfóbico na Assembleia Legislativa de São Paulo
O jornal francês Le Monde também relatou um ato de 'black face' protagonizado pela deputada de extrema-direita Fabiana Barroso na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em protesto contra a eleição de Hilton, Barroso se pintou de marrom, declarando: 'Após 32 anos como pessoa branca, não basta me travestir de pessoa negra para me tornar uma'. A publicação francesa aponta que essa polêmica evidencia a banalização da transfobia no Brasil.
Dados sobre Violência Trans no Brasil
Segundo o diário, o Brasil continua a ser o país com o maior número de assassinatos de pessoas transgênero no mundo. Em 2025, foram registradas 80 mortes de pessoas transgênero, sendo a maioria mulheres negras e jovens. A As (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) é citada como fonte para esses dados.