Famílias adotam modelo de moradia multigeracional para cuidado e convivência com idosos
Modelo de residência 'mother-daughter' ganha popularidade nos EUA como solução para cuidados com idosos e fortalecimento de laços familiares. Famílias relatam benefícios emocionais e práticos ao viverem em espaços compartilhados com avós, destacando redução de custos com creches e apoio mútuo entre gerações.
Vantagens práticas e emocionais da convivência multigeracional
O modelo de moradia conhecido como 'mother-daughter' — onde avós, pais e filhos compartilham o mesmo terreno ou residência com espaços independentes — tem se tornado uma tendência nos Estados Unidos. Segundo relato publicado pelo Business Insider, a convivência multigeracional oferece benefícios práticos, como a eliminação da necessidade de creches ou babás, além de reduzir custos e estresse para os pais. No caso da família de Amanda Shammas, a avó de 91 anos, chamada carinhosamente de Mimi, sempre esteve presente na criação da neta, auxiliando em atividades cotidianas e oferecendo conselhos. 'Com dois pais trabalhando, ter minha avó presente fez toda a diferença', afirmou Shammas. A convivência também fortaleceu laços emocionais, permitindo que a neta recebesse orientações de duas gerações distintas: a mãe, que entendia suas dificuldades atuais, e a avó, que oferecia uma perspectiva de longo prazo.
Impacto na qualidade de vida e autonomia dos idosos
Além dos benefícios para as crianças e pais, o modelo de moradia multigeracional também impacta positivamente a qualidade de vida dos idosos. No relato de Shammas, a avó mantém sua independência em um apartamento separado dentro da mesma propriedade, mas com a segurança de ter familiares por perto para auxiliar em necessidades cotidianas. Aos 91 anos, Mimi é descrita como 'extremamente fashion' e continua ativa na vida da neta, compartilhando roupas e momentos de lazer. Especialistas apontam que esse tipo de arranjo pode reduzir sentimentos de solidão e isolamento entre idosos, além de proporcionar um ambiente de apoio mútuo. Nos EUA, o número de residências multigeracionais cresceu 40% na última década, segundo dados do Pew Research Center, refletindo uma mudança cultural e econômica na forma como as famílias lidam com o envelhecimento e a criação dos filhos.