Lesões em academias disparam em 2026: casos graves revelam riscos de treinar sem supervisão profissional
Uma educadora esteticista em São José do Rio Preto (SP) sofreu lesão de 4º grau no peitoral após treinar sem orientação profissional. Especialistas alertam para a importância de avaliações médicas e acompanhamento de educadores físicos para evitar complicações graves. Casos como o de Flávia Gonçalves e Marlene Batista destacam os perigos de exceder limites físicos em busca de resultados rápidos.
Casos graves expõem falhas na prática de atividades físicas
Flávia Gonçalves, educadora esteticista de 34 anos, descobriu uma lesão de 4º grau no peitoral após treinar sozinha em uma academia de São José do Rio Preto (SP). A lesão, um estágio anterior ao rompimento total da musculatura, ocorreu após ela aumentar a carga dos exercícios sem supervisão. 'Tem dias que a gente se sente um pouco mais confiante e acabei aumentando um pouco a carga, aí tive uma lesão de 4° grau no peitoral', relatou à TV TEM. Flávia só procurou ajuda profissional após sentir os efeitos da prática incorreta, passando por avaliações médicas e fisioterápicas. Outro caso emblemático é o de Marlene Batista, esteticista que também treinou sem orientação e sofreu lesões no joelho e na coluna. 'Eu vim achando que eu poderia fazer do meu jeito, acreditando que eu estava 'bombando'. Porém, não é dessa forma. Então, eu tive lesões no joelho, na coluna e tive que correr atrás de um profissional', contou. Ambos os casos ilustram os riscos de treinar sem acompanhamento adequado, especialmente em busca de resultados rápidos.
Especialistas reforçam importância de avaliações prévias e acompanhamento profissional
O fisioterapeuta Márcio Jensen alerta que a empolgação inicial com atividades físicas pode levar a erros graves, resultando em lesões irreversíveis. 'Respeitar o limite do corpo é fundamental. A minha orientação é que o aluno procure os locais corretos. Procurem academias que tenham um profissional. Antes de iniciar as atividades, passem por avaliação de um médico ortopedista, cardiologista', recomenda Jensen. Segundo ele, a falta de orientação profissional e a ausência de avaliações médicas prévias são as principais causas de lesões em academias. Dados não oficiais de hospitais e clínicas ortopédicas em São Paulo indicam um aumento de 30% nos casos de lesões musculares e articulares relacionadas a treinos inadequados em 2026, em comparação com o ano anterior. Especialistas atribuem o crescimento à popularização das redes sociais, onde influenciadores fitness promovem rotinas intensas sem alertar para os riscos.