Senadores dos EUA pedem extensão de prazo para mutuários de empréstimos estudantis se adaptarem a fim do plano SAVE
Senadores democratas, incluindo Jeff Merkley, Elizabeth Warren e Tim Kaine, solicitaram ao Departamento de Educação dos EUA uma extensão no prazo para que mutuários do plano SAVE se adaptem à transição para novos planos de pagamento. A eliminação do SAVE, programada para julho de 2026, aumentará as parcelas mensais de milhões de devedores, alguns em centenas de dólares. Atualmente, os mutuários têm 90 dias para migrar, mas os legisladores argumentam que o período é insuficiente diante da crise de acessibilidade financeira.
Contexto e impacto do fim do plano SAVE
O plano SAVE (Saving on a Valuable Education), criado durante a gestão do presidente Joe Biden, oferecia pagamentos mensais mais baixos e um prazo reduzido para perdão de dívidas estudantis. Em março de 2026, a administração do presidente Donald Trump anunciou a eliminação do programa, afetando cerca de 7 milhões de mutuários. A partir de julho, esses devedores terão 90 dias para migrar para um novo plano de pagamento, mas senadores alertam que o período é curto e pode resultar em aumentos drásticos nas parcelas mensais, exacerbando a crise de acessibilidade financeira nos EUA.
Pedido dos legisladores e demandas ao Departamento de Educação
Em carta enviada à secretária de Educação, Linda McMahon, os senadores Jeff Merkley, Elizabeth Warren e Tim Kaine solicitaram uma extensão no prazo de transição e mais informações sobre o processo de eliminação do SAVE. Entre as demandas, estão detalhes sobre como o departamento garantirá que os mutuários sejam alocados corretamente em novos planos e quais opções serão oferecidas àqueles que não conseguirem arcar com os novos valores das parcelas. Os legisladores enfatizaram que os devedores merecem tempo, informações claras e suporte para continuar pagando seus empréstimos sem prejuízos adicionais.