Brasil expulsa servidor dos EUA em retaliação à saída de delegado da PF; STF mantém prisão de ex-presidente do BRB
O governo brasileiro aplicou reciprocidade diplomática e retirou as credenciais de um agente de imigração americano em Brasília após os EUA determinarem a saída de um delegado da Polícia Federal do país. O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, com votos favoráveis dos ministros André Mendonça e Luiz Fux. O BRB aprovou aumento de capital de R$ 8,8 bilhões para recuperar suas finanças.
Retaliação diplomática e tensões com os EUA
O governo brasileiro respondeu à expulsão de um delegado da Polícia Federal dos Estados Unidos com uma medida de reciprocidade, retirando as credenciais de um agente de imigração americano em Brasília. A decisão foi anunciada após o governo Trump determinar a saída do delegado Alexandre Ramagem do território norte-americano. O episódio reforça as tensões diplomáticas entre os dois países, especialmente sob a gestão de Donald Trump, que tem adotado políticas mais rígidas em relação à imigração e cooperação internacional.
STF mantém prisão de ex-presidente do BRB
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux votaram a favor da manutenção da prisão, enquanto o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou do julgamento. A decisão ocorre em meio a investigações sobre irregularidades na gestão do banco, que recentemente aprovou um aumento de capital de R$ 8,8 bilhões para sanear suas finanças após prejuízos acumulados.
Contexto internacional e economia global
No cenário internacional, o Irã apreendeu dois navios de carga no Estreito de Ormuz, elevando as tensões na região. Na Europa, a crise energética agravou os prejuízos econômicos, com a inflação subindo no Reino Unido e a Alemanha reduzindo pela metade sua previsão de crescimento para 2026. A companhia aérea Lufthansa cancelou 20 mil voos até outubro, impactando o setor de aviação. No Reino Unido, o Parlamento aprovou uma medida histórica que proíbe a venda de cigarros a menores de 18 anos por toda a vida, visando a saúde pública.