Daniel Vorcaro eleva proposta de delação para R$ 60 bilhões, mas PF e PGR consideram insuficiente
O banqueiro Daniel Vorcaro aumentou de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões o valor a ser devolvido em uma possível delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). No entanto, tanto a Polícia Federal (PF) quanto a PGR avaliam que a proposta ainda é insuficiente e omite informações cruciais. A defesa de Vorcaro busca negociar diretamente com a PGR, mas enfrenta resistência das autoridades.
Negociações em andamento
Daniel Vorcaro aceitou elevar o valor proposto para devolução de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões em uma eventual delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão ocorre após a Polícia Federal (PF) rejeitar a proposta inicial, considerando-a insuficiente e com omissões significativas. A PGR, embora mantenha as negociações, exigiu que Vorcaro refaça o roteiro de sua delação para que o acordo possa avançar. Interlocutores afirmam que a PGR pode ser a última oportunidade para um acordo, mas advertem que Vorcaro precisará apresentar informações mais robustas para ser levado a sério.
Resistência das autoridades
A Polícia Federal rejeitou a primeira proposta de delação de Vorcaro, alegando que o conteúdo apresentado não atendia aos requisitos mínimos para um acordo de colaboração premiada. A PGR, embora tenha decidido manter as conversas, compartilha da avaliação da PF e solicitou ajustes no roteiro da delação. A defesa de Vorcaro argumenta que as negociações iniciais foram conduzidas diretamente com a equipe do procurador-geral Paulo Gonet, antes da entrada da PF no processo, o que poderia facilitar um acordo com a PGR. No entanto, assessores de Gonet sinalizaram que Vorcaro precisará demonstrar disposição real para colaborar, caso contrário, enfrentará consequências rigorosas.