Israel avança com projeto de lei para dissolver Knesset e convocar eleições antecipadas
Parlamentares israelenses aprovaram em primeira leitura, por 106 votos a 0, um projeto de lei para dissolver o Knesset, o parlamento de Israel. A medida pode levar a eleições antecipadas, com previsão de ocorrer entre 8 de setembro e 20 de outubro de 2026. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alertou que eleições em setembro 'colocariam em risco' as chances de vitória do bloco de direita.
Detalhes da votação e próximos passos
O projeto de lei para dissolução do Knesset foi aprovado em primeira leitura na Comissão da Casa do Knesset na segunda-feira (01/06) e encaminhado ao plenário para votação na madrugada de terça-feira (02/06). Para se tornar lei, o projeto precisa passar por mais duas votações no plenário. O presidente da comissão, Ofir Katz, não especificou uma data para as eleições, mas afirmou que ela será definida antes das duas últimas leituras. As eleições devem ocorrer dentro de cinco meses após a aprovação final da lei, com possibilidade de serem realizadas até 27 de outubro de 2026, independentemente da dissolução.
Reações e implicações políticas
Apesar do avanço da dissolução, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu aos partidos ultraortodoxos que evitassem eleições antecipadas em setembro, argumentando que isso poderia prejudicar as chances de vitória do bloco de direita. Além disso, os parlamentares se preparavam para votar em primeira leitura dois projetos de lei controversos que visam restringir o poder do procurador-geral e dificultar o indiciamento de altos funcionários do governo. Caso esses projetos avancem sem serem aprovados como lei, a coalizão poderá retomá-los na próxima legislatura sob o princípio da 'continuidade'.