Onda de sindicalização atinge editoras nos EUA: Hachette, University of Chicago Press e Catapult lideram movimento
Trabalhadores de grandes editoras nos Estados Unidos, incluindo Hachette Book Group, University of Chicago Press e Catapult Books, iniciaram movimentos de sindicalização em maio de 2026. As reivindicações incluem salários mais altos, transparência salarial, políticas claras de retorno ao escritório (RTO), maior segurança no emprego e proteção contra o uso de IA nos processos editoriais. A American Library Association também avançou com esforços semelhantes recentemente.
Reivindicações comuns e contexto do movimento
Os trabalhadores das editoras citam salários estagnados há décadas, apesar do aumento nas vendas de livros e do crescimento do setor de livrarias independentes. Entre as demandas específicas estão: aumento e equidade salarial, transparência na remuneração, políticas claras de retorno ao trabalho presencial, expansão de licenças parentais e fortalecimento de políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI). A presença ou ameaça de uso de inteligência artificial nos fluxos de trabalho também é uma preocupação recorrente. A University of Chicago Press, com 130 anos de história, formaria seu primeiro sindicato caso a iniciativa seja bem-sucedida.
Editoras envolvidas e próximos passos
Além da University of Chicago Press e da Hachette Book Group — uma das 'Big Five' do mercado editorial —, trabalhadores da Catapult Books e da American Library Association também avançaram com movimentos de sindicalização nas últimas semanas. Os representantes da UCP Workers Guild destacaram que os funcionários estão no 'limite' após anos de condições precárias. Não há previsão de conclusão das negociações, mas o movimento reflete uma tendência crescente de organização trabalhista no setor.