Ibovespa registra pior sequência de perdas desde 2023 devido a fatores internos e externos
O Ibovespa entrou em uma sequência de 11 dias de queda, a maior desde 2023, impulsionada pela saída recorde de investidores estrangeiros (R$ 15,63 bilhões em agosto), incertezas sobre o ritmo de corte da taxa Selic, riscos fiscais e o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Enquanto setores de consumo e varejo sofrem com juros altos e inadimplência, empresas de commodities, como Petrobras e Vale, têm servido como amortecedores para o índice.
Fatores que pressionam a bolsa
A mudança no humor do mercado é atribuída a uma combinação de fatores: a saída de capital estrangeiro, a percepção de que a Selic permanecerá alta por mais tempo devido à inflação e tensões geopolíticas, e o 'prêmio de risco' eleitoral. Além disso, o cenário internacional, marcado pelo conflito no Oriente Médime e pelo impacto de políticas comerciais dos EUA, levou investidores a buscarem ativos seguros como o dólar e o ouro.
Impacto setorial e perspectivas
O impacto da crise não é uniforme: empresas que dependem do crédito e do consumo interno (varejo, construção, bancos) são mais afetadas. Já empresas exportadoras e de commodities mostram maior resiliência. Analistas indicam que, embora parte dos riscos já esteja precificada, o mercado continuará volátil, dependendo de indicadores de inflação, estabilidade fiscal e do desenrolar dos conflitos internacionais para definir o futuro da taxa Selic e a recuperação dos ativos.