Cuba denuncia governo Trump por construir dossiê fraudulento para justificar agressão militar
O governo de Cuba acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um 'dossiê fraudulento' para justificar sanções econômicas e uma possível intervenção militar contra a ilha. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que meios de comunicação colaboram com insinuações do governo norte-americano. Relatos indicam que os EUA planejam acusar criminalmente o ex-presidente cubano Raúl Castro por um incidente de 1996 envolvendo o abate de aviões de exilados cubanos. Além disso, alegações sugerem que Cuba teria adquirido drones militares para defesa contra a base de Guantánamo e navios dos EUA.
Acusações e denúncias
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, utilizou a plataforma X para denunciar que o governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, está construindo um 'dossiê fraudulento' com o objetivo de justificar a escalada de sanções econômicas e uma eventual agressão militar contra Cuba. Rodríguez destacou que meios de comunicação específicos estão promovendo calúnias e filtrando insinuações do próprio governo norte-americano para sustentar essa narrativa.
Planos de acusação criminal contra Raúl Castro
Segundo informações da agência Reuters, baseadas em fontes internas do Departamento de Justiça dos EUA, o governo Trump planeja anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro na quarta-feira (20/05). As acusações estariam relacionadas a um incidente ocorrido em 1996, no qual jatos cubanos abateram aviões operados por um grupo de exilados cubanos. A acusação seria apresentada em Miami.
Aquisição de drones e preparação militar
O portal Axios informou que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares, levantando preocupações sobre o uso potencial desses equipamentos. Segundo o veículo, Cuba estaria planejando utilizar os drones para contra-atacar a base naval norte-americana de Guantánamo Bay, navios militares dos EUA e até mesmo alvos na Flórida. O chanceler cubano, no entanto, reiterou que Cuba 'não ameaça nem deseja guerra', mas se prepara para enfrentar agressões externas no exercício do direito à legítima defesa reconhecido pela Carta da ONU.