Garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami cai 46% em 2025, mas atividade persiste com novas estratégias
Relatório do Instituto Socioambiental (ISA) aponta redução de 46% nas novas áreas degradadas pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami em 2025, totalizando 45,2 hectares. Desde 2020, a destruição acumulada chega a 5.564 hectares, com pico de 1.800 hectares em 2022. Apesar da queda, garimpeiros adotam táticas para burlar fiscalização, mantendo a atividade no território.
Redução e persistência do garimpo
O Instituto Socioambiental (ISA) divulgou relatório nesta sexta-feira (22) indicando que as novas áreas afetadas pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami somaram 45,2 hectares em 2025, uma queda de 46% em comparação com 2024. Desde 2020, o garimpo destruiu 3.659,15 hectares do território, com o pico de degradação registrado em 2022, quando 1.800 hectares foram impactados. A Terra Yanomami, maior território indígena do Brasil, abrange quase 10 milhões de hectares entre Roraima, Amazonas e parte da Venezuela, e sofre com a atividade garimpeira desde a década de 1970.
Estratégias dos garimpeiros e ações do governo
Apesar da redução na degradação, os garimpeiros têm adotado novas estratégias para driblar a fiscalização e manter a atividade no território. O governo federal, por meio da Casa de Governo, informou que as operações desde 2024 atuam de forma permanente no enfrentamento à logística do garimpo, incluindo ações aéreas, fluviais e terrestres, desmobilização de estruturas, inutilização de pistas de pouso clandestinas e repressão ao transporte ilegal de combustível, equipamentos e minério. As forças de segurança acompanham as mudanças de táticas dos grupos ligados ao garimpo, como a descentralização das atividades.