Evo Morales acusa governo boliviano de submissão aos EUA e defende protestos como 'rebelião contra neoliberalismo'
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que os protestos que ocorrem no país há um mês representam uma 'rebelião contra o modelo neoliberal e o Estado neocolonial', liderado pelo atual governo de Rodrigo Paz. Morales, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, acusou o presidente de ser 'totalmente subserviente' aos Estados Unidos e questionou: 'Quem está no comando da Bolívia: o império ou o povo?'. As manifestações reúnem mineiros, transportadores, professores e povos indígenas contra medidas econômicas e a crise no país.
Contexto dos protestos e acusações
Os protestos na Bolívia, que já duram um mês, envolvem diversos setores da sociedade, como mineiros, transportadores, professores, camponeses e povos indígenas. Segundo Evo Morales, as mobilizações visam defender a economia dos trabalhadores, a democracia, a Constituição e os recursos naturais do país. O ex-presidente, que governa a região produtora de coca do Chapare, afirmou que a crise é uma resposta ao governo de Rodrigo Paz, eleito em 2025 e considerado aliado dos Estados Unidos. Paz, por sua vez, acusa Morales de instigar os protestos, que exigem sua renúncia em meio à pior crise econômica boliviana em quatro décadas.
Declarações de Evo Morales e reações internacionais
Em entrevista a uma agência internacional, Morales declarou: 'Percebo que chegou a hora de definir quem está no comando: o império ou o povo'. Ele classificou o governo atual como 'neocolonial' e destacou que os manifestantes lutam contra políticas que prejudicam a população. Os Estados Unidos já expressaram apoio ao governo Paz, alegando que a Bolívia enfrenta uma tentativa de 'golpe de Estado'. Morales, atualmente com 66 anos, está protegido por camponeses que impedem a execução de um mandado de prisão contra ele, sob acusação de tráfico de menor, alegação que ele nega.