União Europeia avança em plano de ampliação e discute novo modelo de adesão para países candidatos
A União Europeia (UE) reforçou a prioridade da ampliação do bloco durante reunião com ministros das Relações Exteriores, destacando a necessidade de Montenegro como próximo Estado-membro. A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 acelerou o debate geopolítico sobre a expansão, mas o processo exige reformas dos candidatos e ajustes internos na governança da UE. Propostas como a do chanceler alemão Friedrich Merz sugerem um modelo de 'associação' gradual, especialmente em áreas como segurança e mercado único.
Prioridade geopolítica e reformas exigidas
A comissária europeia Marta Kos afirmou que a ampliação da UE é uma prioridade, condicionada à entrega de resultados pelos países candidatos. Montenegro, por exemplo, teve um grupo de trabalho criado para redigir seu tratado de adesão, algo inédito em 17 anos. A invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 reacendeu a discussão sobre a expansão do bloco, agora vista como uma necessidade de segurança. No entanto, o processo segue baseado no mérito, sem atalhos para reformas estruturais nos países candidatos.
Debate sobre modelo de adesão
Além da ampliação, a UE discute se o modelo tradicional de adesão ainda é viável. A proposta do chanceler alemão Friedrich Merz sugere uma 'associação' gradual, aplicando princípios de integração do mercado único a outras áreas, como segurança. A comissária Kos destacou que a UE precisa adaptar suas políticas e métodos de governança para acomodar novos membros, equilibrando expansão com eficiência institucional.