China atinge metade da cota de carne bovina brasileira e impõe tarifa de 55% a partir de junho
O Brasil atingiu metade da cota de exportação de carne bovina para a China com tarifa reduzida de 12%. A partir de junho, quando o volume ultrapassar 1,1 milhão de toneladas, a tarifa subirá para 55%, impactando as exportações brasileiras. A medida visa proteger a pecuária chinesa e deve reduzir em 10% as vendas do produto brasileiro em 2026.
Impacto nas exportações brasileiras
A China, principal destino das exportações de carne bovina do Brasil, anunciou que o país atingiu metade da cota de 1,1 milhão de toneladas permitidas com tarifa reduzida de 12%. A partir de junho, quando o limite for ultrapassado, a tarifa subirá para 55%. Segundo Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a medida deve reduzir em 10% as exportações brasileiras em 2026 em comparação com 2025. Em 2025, o Brasil exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, sendo 1,7 milhão destinadas à China. Perosa destacou que não há mercado capaz de substituir a demanda chinesa e que a produção voltada ao país asiático deverá ser interrompida por volta de junho.
Estratégias e perspectivas
A Abiec havia projetado estabilidade nas exportações com base na abertura de novos mercados, como a Coreia do Sul, mas essa possibilidade não se concretizou em 2026. Para compensar a queda nas exportações, as empresas brasileiras aceleraram os embarques antes da aplicação da nova tarifa. Perosa afirmou que será necessário aumentar o consumo interno para absorver o volume que deixará de ser exportado. A decisão da China, em vigor desde janeiro de 2026, tem como objetivo proteger a pecuária local e já provocou uma corrida das exportadoras brasileiras para evitar a taxação maior.