ANS aprova menor reajuste para planos de saúde individuais desde 2000, fixado em 5,11%
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou nesta sexta-feira (29) um reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares, o menor índice desde 2000, excluindo o período da pandemia. O percentual afeta 7,7 milhões de beneficiários e reflete uma desaceleração nos custos do setor, embora analistas alertem para pressões persistentes, como despesas judiciais elevadas.
Detalhes do reajuste e impacto no setor
O reajuste de 5,11% aprovado pela ANS aplica-se a contratos firmados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/1998, beneficiando 14,5% dos 52,9 milhões de usuários de planos de saúde no Brasil. A cobrança do novo valor só poderá ocorrer no mês de aniversário do contrato, com possibilidade de retroatividade para planos com renovação em maio e junho. Para efeito de comparação, o IPCA acumulado em 12 meses até abril foi de 4,39%, enquanto o IPCA-15 registrou alta de 4,64% até maio. Analistas do Citi destacaram que o índice ficou abaixo das expectativas do mercado, que previa cerca de 7,8%, e pode não ser suficiente para cobrir as pressões de custos do setor, incluindo despesas judiciais. O UBS BB avaliou que o resultado reforça a desaceleração dos reajustes pós-pandemia, mas considerou a magnitude da surpresa negativa para as expectativas de crescimento de receita no segmento regulado.
Empresas mais afetadas
No setor de saúde suplementar, empresas como Hapvida, SulAmérica e Bradsaúde devem sentir os impactos do reajuste. A Hapvida, em particular, é apontada como a mais exposta, com mais de 20% de suas receitas vinculadas a contratos individuais. A medida pode pressionar as margens das operadoras, especialmente em um cenário de custos crescentes e judicialização elevada.