PF aponta uso de celulares em nome de mortos em esquema ligado a Cláudio Castro e Ricardo Magro
A Polícia Federal revelou que investigados na Operação Sem Refino utilizavam celulares registrados em nome de pessoas falecidas, conhecidos como 'aparelhos bomba' ou 'bombinhas', para dificultar o rastreamento de comunicações. Entre os alvos da operação estão o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, além de aliados do senador Ciro Nogueira (PP).
Detalhes da investigação
A Operação Sem Refino, deflagrada nesta sexta-feira (15), investiga suspeitas de fraudes fiscais ligadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, um dos maiores grupos devedores de impostos do país. Segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os investigados utilizavam linhas telefônicas cadastradas em nomes de pessoas mortas, como Anísio da Silva Antônio e Cosme Gomes da Silva, para ocultar suas identidades. Uma das linhas, identificada como 'Márcio PF Bombinha', estava registrada em nome de um falecido e era operada por escrivães da Polícia Federal lotados em Nova Iguaçu (RJ).
Envolvidos e conexões
Além de Cláudio Castro e Ricardo Magro, a operação mira Jonathas Assunção Salvador Nery de Castro, aliado do senador Ciro Nogueira (PP). O aparelho clandestino manteve contato frequente com o advogado Roberto Fernandes Dima, conhecido como Beto Dima, apontado como sócio de empresas ligadas ao conglomerado de Magro. Os autos registram ligações e mensagens trocadas entre eles em outubro de 2025, reforçando o padrão de ocultação identificado pela PF.