Polícia Militar do Espírito Santo usa apenas 200 câmeras corporais em efetivo de 9 mil agentes
A Polícia Militar do Espírito Santo (PM-ES) utiliza apenas 200 câmeras corporais em um efetivo de aproximadamente 9 mil policiais, representando uma pequena parcela do total. O caso do assassinato de um casal em Cariacica, registrado por câmeras de segurança de residências, reforçou a importância do uso desses equipamentos para esclarecer crimes e garantir transparência na atuação policial. Outros 50 equipamentos estão distribuídos entre as polícias Civil e Científica.
Limitação no uso de câmeras corporais
No Espírito Santo, o uso de câmeras corporais pela Polícia Militar é restrito a apenas 200 equipamentos, apesar do efetivo total de cerca de 9 mil agentes. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que está em andamento uma licitação para adquirir até 4,8 mil câmeras, com custo máximo de R$ 750 por unidade. A previsão é que os novos equipamentos estejam em uso até o final de 2026. Além das câmeras da PM, outros 50 dispositivos estão distribuídos entre as polícias Civil e Científica.
Caso em Cariacica reforça importância das imagens
O assassinato do casal Daniele Toneto e Francisca Chaguiana Dias Viana, em Cariacica, na Grande Vitória, no dia 8 de abril, destacou a relevância das câmeras corporais e de segurança. Imagens de câmeras de duas residências foram fundamentais para esclarecer a dinâmica do crime, revelando divergências entre o relato dos policiais no Boletim de Ocorrência e o que foi registrado. O policial militar Luiz Gustavo Xavier do Vale é o principal investigado pelo caso. O professor Henrique Herkenhoff, mestre em Segurança Pública, ressaltou que, se os agentes envolvidos estivessem com câmeras corporais, as investigações poderiam ser ainda mais ágeis e transparentes.