Críticas dividem opiniões sobre a 3ª temporada de Euphoria: "Velha e entediante"
A aguardada terceira temporada de Euphoria estreou e a recepção da crítica está dividida. Após quatro anos de hiato, os novos episódios foram criticados por repetição de temas e falta de novidade, com alguns críticos descrevendo a temporada como "redundante" e "espiritualmente vazia".
Crítica divide opiniões sobre a nova temporada de Euphoria
As primeiras críticas sobre a terceira temporada de Euphoria revelam uma divisão crítica sobre os próximos episódios do drama da HBO. O TheWrap descreveu a nova temporada como um "retorno redundante", afirmando que após quatro anos de espera, não há um forte argumento para o retorno de Euphoria. A crítica sugere que, embora se possa sentir falta do ensino médio, é preciso reconhecer que o auge já passou. A publicação aponta que parece que o criador Sam Levinson acredita que seus melhores dias, e os de Euphoria, ficaram para trás. Na crítica do IndieWire, Ben Travers também considerou a temporada "velha e entediante", acrescentando que mesmo com mudanças obrigatórias devido a um salto temporal após o ensino médio, muitos personagens permanecem estagnados de forma inútil. Travers descreveu a temporada como "espiritualmente vazia" e a comparou negativamente com a temporada anterior.
Nostalgia e falta de evolução marcam os novos episódios
Ao longo dos três primeiros episódios da terceira temporada de Euphoria, diversos personagens expressam um sentimento similar a "sinto falta do ensino médio". Essas observações, vindas de jovens adultos com suas vidas pela frente, transmitem um tédio sobre os anos pós-graduação, anseio pela conveniência da juventude, mesmo sem terem tido uma experiência padrão. A crítica aponta que essa nostalgia superficial parece direcionada à própria série, que retorna após quatro anos com um salto temporal, um palco maior (Hollywood) e um elenco cujas estrelas só brilharam mais. No entanto, apesar do talento e da chance de avançar além das festas e trabalhos escolares, Levinson parece focado em manter uma conclusão frustrante: "sinto falta do ensino médio". A crítica observa que praticamente nada mudou, exceto a ambientação, e os personagens parecem não ter aprendido com as mortes, destruição e dramas causados por suas decisões. Rue, interpretada por Zendaya, continua sendo um peão em uma indústria que ela desconhece, apesar de sua desenvoltura e carisma. Cassie, buscando atenção, agora tem um noivo em Nate e uma mansão que ela preenche para suas redes sociais. Jules, mesmo frequentando a escola de artes, ainda busca conexão com homens mais velhos que fetichizam sua identidade trans para seus próprios fins.