Justiça bloqueia bens de ex-presidente da Apex após detecção de rombo bilionário
A Justiça do Espírito Santo determinou o bloqueio de bens e a quebra de sigilo bancário de Fernando Antonio Kulnig Cinelli, ex-presidente afastado da Apex Partners. A decisão ocorre após a identificação de um rombo de R$ 985,6 milhões e movimentações suspeitas de R$ 5 milhões para contas pessoais.
Bloqueio de bens e inconsistências financeiras
A Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória determinou o bloqueio de bens de Fernando Antonio Kulnig Cinelli e a quebra de seu sigilo bancário. O juiz Marcos Pereira Sanches apontou a existência de um 'rombo bilionário na contabilidade' e identificou transferências de R$ 5 milhões da empresa ABM Partnership Investimentos e Participações S.A. para a conta pessoal de Cinelli sem justificativa. O magistrado destacou que a movimentação de bens por parte do ex-presidente poderia prejudicar credores e dificultar o desfecho do processo, caracterizando a 'dissipação dos bens em prejuízo de toda a coletividade'.
Impacto e situação da Apex Partners
A Apex Partners administra mais de R$ 17 bilhões para cerca de 8 mil clientes e possui dívidas de quase R$ 1 bilhão. A crise foi desencadeada por uma investigação interna que revelou inconsistências financeiras, levando ao afastamento de Cinelli e do diretor financeiro, Eduardo Siqueira. A empresa solicitou uma blindagem temporária de 60 dias para auditoria externa, enquanto um fundo ligado à Apex teve os saques suspensos pelo BTG Pactual. O governo do Espírito Santo confirmou que não há recursos públicos do Tesouro Estadual ou do Funses investidos na companhia.