Argentina tem roupas mais caras da América Latina e governo Milei estimula compras no exterior
Relatório da Secretaria de Comércio da Argentina aponta que o país possui os preços mais altos de roupas na região, com peças até 95% mais caras que no Brasil. Governo de Javier Milei reduziu tarifas de importação, mas argentinos seguem comprando em Miami e Santiago para economizar. Ministro da Economia, Luis Caputo, classificou preços locais como 'um roubo'.
Preços elevados e impacto no consumo
Um relatório da Secretaria de Comércio da Argentina, publicado em março de 2025, confirmou que o país lidera os preços mais altos de roupas na América Latina. Uma camiseta de marca internacional pode custar até 95% mais na Argentina do que no Brasil, segundo o estudo. A disparidade levou muitos argentinos a priorizarem compras em viagens ao exterior, especialmente em Miami (EUA) e Santiago (Chile), onde os preços são significativamente menores. Macarena, uma turista argentina de 29 anos, afirmou ao G1 que viajou aos EUA com o objetivo específico de comprar roupas, reservando espaço na mala para as peças adquiridas.
Medidas do governo e reações
O governo de Javier Milei implementou uma redução nas tarifas de importação de produtos têxteis em 2026, buscando baratear os preços no mercado local. No entanto, a medida ainda não surtiu efeito suficiente para conter a fuga de consumidores para o exterior. O ministro da Economia, Luis Caputo, gerou polêmica ao declarar que 'nunca comprou roupas na Argentina porque era um roubo', reforçando a percepção de preços abusivos. A consultoria Fundar destacou que os altos custos prejudicam principalmente a população de baixa renda, que recorre a alternativas como roupas de segunda mão e parcelamentos com juros elevados.