Co-fundadora do Pussy Riot, Nadya Tolokonnikova, é indiciada e adicionada à lista de procurados da Rússia
Nadya Tolokonnikova, co-fundadora do Pussy Riot, foi indiciada pelas autoridades russas e adicionada à lista federal de procurados. As acusações referem-se à violação da lei de "agente estrangeiro" da Rússia.
Acusações e Penalidades
Tolokonnikova é acusada de violar a Parte 2 do Artigo 330.1 do código criminal nacional, que prevê pena de até 2 anos de prisão para "agentes estrangeiros" por uma série de infrações, incluindo falha em se registrar ou em rotular postagens em redes sociais. Em 2024, ela foi considerada culpada em duas ocasiões por infrações administrativas relacionadas ao descumprimento das regulamentações de agente estrangeiro. Posteriormente, enquanto estava fora da Rússia, ela teria distribuído materiais em uma plataforma de mensagens sem identificá-los como produzidos por um agente estrangeiro.
Contexto e Protestos Recentes
Em 30 de dezembro de 2021, o Ministério da Justiça da Rússia designou Tolokonnikova como "agente estrangeiro". A atenção sobre Tolokonnikova surge semanas após o Pussy Riot realizar um protesto em frente à sede da empresa de tecnologia americana Ubiquiti em Manhattan, alegando que o equipamento de Wi-Fi da empresa estava sendo utilizado por soldados russos na guerra contra a Ucrânia. Tolokonnikova posteriormente postou um vídeo declarando que o exército russo supostamente usava a Ubiquiti para comunicação com tropas de linha de frente.